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Paleo Primate Project

Paleo Primate Project Gorongosa

Projecto Paleo-Primata

O Parque Nacional da Gorongosa, em Moçambique, representa o último elo não estudado no grande Vale do Rift que atravessa a África Oriental, onde estão situados os "berços da humanidade". Pesquisas preliminares realizadas em 2016 confirmaram que o Vale do Rift na Gorongosa possui novos locais fósseis e oferece uma diversidade ecológica impressionante enquanto um cenário para investigar a evolução dos primatas, tanto no passado quanto no presente. Os componentes do projecto buscam esclarecer as origens e o sucesso evolutivo da linhagem humana. Este é o primeiro projecto sobre a evolução humana em que primatologistas, paleontólogos, geólogos, arqueólogos e ecologistas trabalham diariamente lado a lado, colectando dados que convergem para uma meta abrangente.
 
 
 
O Projecto Paleo-Primata é liderado pela Dra. Susana Carvalho, Professora Associada de Paleo-antropologia da Escola de Antropologia e Etnografia da Universidade de Oxford, onde coordena o Laboratório de Modelos de Primatas para Evolução Comportamental no Instituto de Antropologia Cognitiva e Evolutiva. A Dra. Carvalho lidera uma equipa internacional e interdisciplinar de estudiosos ilustres das áreas de geologia, espeleologia, paleontologia, paleobotânica, arqueologia, primatologia, genética e biologia da conservação. O grupo de investigação representa instituições de sete países (Moçambique, Reino Unido, Portugal, Alemanha, EUA, África do Sul e Chile). Já nas suas investigações preliminares, eles descobriram os primeiros fósseis de mamíferos do Mioceno no Vale do Rift de Moçambique, dentro do Parque Nacional da Gorongosa.
 
A Dra. Carvalho e a sua equipa identificaram vários locais fósseis promissores no Parque da Gorongosa e iniciaram o que poderá ser um esforço de exploração e investigação de várias décadas que poderá gerar novas ideias sobre quando e como os nossos primeiros ancestrais humanos evoluíram na África. A equipa também está focada na ecologia moderna única do Parque para desenvolver uma melhor compreensão dos ambientes em que os primeiros seres humanos evoluíram. Outro ramo poderoso deste projecto multidisciplinar exclusivo é o foco no estudo de primatas modernos e as suas adaptações comportamentais à ecologia da Gorongosa, para modelar como, no passado, os nossos ancestrais humanos conseguiram viver em habitats semelhantes. Actualmente, a Universidade de Oxford possui seis estudantes de doutoramento e um investigador de pós-doutoramento - com bolsas de estudo de instituições prestigiadas, incluindo o Fundo Clarendon da Universidade de Oxford, ESRC, AHRC e Leverhulme Trust - realizando os primeiros projectos primatológicos com babuínos e macacos-de-cara-preta da Gorongosa. Os seus projectos concentram-se em diversos tópicos, desde a evolução cultural até o efeito da pressão predatória sobre adaptações de primatas e tomadas de decisão, bem como sobre a comunicação e comportamento de despedida.
 
 
 
Em 2018, o Projecto Paleo-Primata lançou oficialmente a Escola de Campo Paleo-Primata Oxford-Gorongosa. Actualmente, é a única escola de campo do continente africano que oferece formação interdisciplinar em Paleo-antropologia, Primatologia e Ecologia. A escola de campo é realizada anualmente e 50% dos estudantes são seleccionados em universidades Moçambicanas em todo o país. Alunos das escolas de campo anteriores concluíram dissertações de graduação usando os dados colectados durante o período em que estiveram no Parque Nacional da Gorongosa, incluindo um estudante Moçambicano que estudou manipulação de objectos e comportamento lúdico entre os babuínos da Gorongosa que agora está a trabalhar para obter uma pós-graduação em primatologia. A Dra. Carvalho está actualmente a supervisionar quatro estudantes Moçambicanos que desejam realizar investigação em primatologia e paleo-antropologia.
 
Para mais informações sobre oportunidades de investigação, entre em contacto com a Dra Susana Carvalho através do email: [email protected]