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Fundo de Alívio para o Ciclone

SITUAÇÃO ACTUAL

A nossa equipa continua a trabalhar com os governos local e nacional e outras ONGs internacionais para fornecer ajuda às vítimas do ciclone. Os funcionários do Parque estão a trabalhar de forma árdua para fornecer ajuda de emergência às comunidades vizinhas e garantir que a vida normal retorne ao quotidiano das pessoas o mais rapidamente possível. Entregámos até agora mais de 5.400 kits de alimentos por via aérea, totalizando aproximadamente 80 toneladas de alimentos para mais de 27 mil beneficiários. Obrigado pelos seus donativos que estão a ajudar a fornecer esses alimentos. O Parque irá reabrir dia 1 de Maio para actividades turísticas. Para mais informações sobre como visitar o Parque, contacte [email protected] Esperamos vender o café da Gorongosa ainda este ano.

Doações em MZN podem ser feitas usando a Ref.: “Idai Relief” para a conta MZN aqui indicada:
Standard Bank Moçambique
No Conta: 2013405801002 
Nome da Conta: GREGORY C CARR FOUNDATION
NIB 000302010340580100214
IBAN MZ59000302010340580100214
SWIFT SBICMZMX
 
Como é que o Ciclone Idai afectou Moçambique?

Um ciclone tropical (Idai) de categoria 4 atingiu, a 14 de Março, o distrito de Dondo, na província de Sofala. O porto da cidade da Beira foi fortemente danificado, deixando a população isolada sem electricidade e comunicações.

 Antes da tempestade, áreas da região central do País já tinham sido afectadas por graves cheias, incluindo as províncias de Tete, Zambézia, Sofala, onde fica o Parque Nacional da Gorongosa, e Niassa.  

Quais são as últimas notícias da situação em Moçambique e na Beira?

O Presidente de Moçambique, Filipe Jacinto Nyusi, voou sobre o território e visitou as áreas afectadas, testemunhando uma parte da devastação causada pelo ciclone e pelas chuvas intensas. Imagens e informações reportadas pela população no terreno indicam cheias extensivas, tendo causado fatalidades, desalojamentos e danos significativos nas infra-estruturas de transportes. Segundo a Cruz Vermelha, 90% da Beira, com 500.000 habitantes, foi danificada ou destruída.

As comunicações com os colegas da Beira continuam limitadas até hoje. O Governo de Moçambique, em colaboração com parceiros e doadores, estão a trabalhar para reconectar a Beira. “Penso que este é o maior desastre natural que Moçambique alguma vez enfrentou. Está tudo destruído. “ Disse Celso Correia, Ministro da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural. “A nossa prioridade agora é salvar vidas humanas. “ As previsões indicam que podem ocorrer inundações repentinas e cheias fluviais nas zonas próximas dos principais rios, como o Zambezi, Punguè, Revue, e Save. Haverão 4 dias de chuvas intensas em Sofala, Zambézia e Tete, colocando a população em grande risco.

O que é que está a ser feito? O que vai acontecer nos próximos dias?

O Parque Nacional da Gorongosa está a trabalhar em estreita colaboração com o Governo de Moçambique e o Ministério da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural para ajudar as comunidades das províncias afectadas. Operações de ajuda alimentar e resgate em emergência serão apoiadas pelo Governo de Moçambique, ONGs e o Projecto Gorongosa. Muitos dos parceiros também estão a trabalhar para apoiar na ajuda humanitária e alívio desta catástrofe, incluindo a Cooperação Irlandesa, World Food Program, Global Environment Facility, Nações Unidas, entre outros.

Como estão todos no Parque da Gorongosa?

O Parque estava no meio do ciclone Idai, que atingiu o centro de Moçambique. A nossa equipa foi praticamente toda evacuada, permanecendo apenas 15 pessoas no acampamento - confirmámos que a equipa de Chitengo está bem, assim como as outras equipas da vila da Gorongosa e Chimoio. Como todos, ainda não conseguimos obter notícias da Beira. Os nossos pensamentos estão com os nossos colaboradores, colegas e parceiros da zona tampão e de toda a área afectada.

Como é que eu posso entrar em contacto com os meus amigos na Beira?

Equipas estão a trabalhar em contra-relógio para restabelecer as comunicações na Beira e arredores. A electricidade e a rede móvel ainda estão inactivas.

Como é que eu posso ajudar as pessoas afectadas pelo Ciclone Idai?

Criámos um Fundo de Alívio para o Ciclone – em adição ao Fundo das Nações Unidas para o qual pode doar, e descobrir mais aqui, onde vamos adicionando notícias credíveis, conforme as vamos recebendo.

Para que serve o Fundo de Alívio para o Ciclone?

Temos o objectivo de conseguir angariar 400.000 USD para necessidades urgentes. Vamos colaborar com doadores e indivíduos para uma reconstrução efectiva a longo-termo. Em primeiro lugar, o Fundo de Alívio para o Ciclone do Parque Nacional da Gorongosa será para o seguinte:

1.     Adquirir e distribuir alimentos e pastilhas de cloro para pelo menos 300 famílias, que tenham sido diretamente afectadas pelas cheias, associadas ao PNG na comunidade de Vinho, perto de Chitengo.

2.     Facilitar materiais para abrigos temporários para essas famílias.

3.     Apoiar a enorme resposta de emergência nacional e internacional através da distribuição de alimentos em toda a Zona Tampão, incluindo uma primeira análise da situação.

4.     Tentar localizar os nossos colaboradores e as suas famílias na Beira e apoiá-los com o acesso a alimentos, água limpa, salários em avanço e meios para reconstruírem as suas vidas.

5.     Ajudar o Parque a reabrir rotas para o parque e para as comunidades ao redor.

6.     Apoiar a reabertura do escritório do PNG na Beira, de forma a tornar-se novamente funcional.

 

Como é que funciona o fundo?

O Fundo de Alívio para o Ciclone do Parque Nacional da Gorongosa está ligado à nossa organização mãe nos EUA. Os fundos recolhidos serão transferidos para a nossa conta operacional moçambicana. Garantimos que a sua contribuição será directamente usada para trabalhos de apoio em emergência no terreno. As nossas operações habituais são totalmente financiadas e não precisamos aumentar salários e custear outras despesas.

Este é um momento difícil e tenso. Agradecemos a todos pelos pensamentos, orações, e pela paciência enquanto trabalhamos para ajudar as comunidades locais e para receber notícias credíveis das populações.