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Bolsa da Fundação Nacional para a Ciência dos EUA concedida a Tara Easter

1 Maio, 2017

A equipa de gestão do Parque Nacional da Gorongosa felicita Tara Easter, investigadora científica externa da Gorongosa, que recebeu a prestigiada Bolsa de Investigação de Pós-Graduação da Fundação Nacional para a Ciência dos EUA. Mais de 13.000 estudantes “STEM” dos EUA inscreveram-se no programa este ano e 2.000 receberam prémios. O programa é uma bolsa de cinco anos que fornece três anos de financiamento para investigação.

Tara Easter na Gorongosa
 
A Tara é aluna de mestrado na "Boise State University” (EUA). Ela e seu conselheiro, o Dr. Neil Carter, fizeram parceria com a equipa do Projecto dos Leões do Departamento de Conservação para estudar os efeitos das actividades humanas e do ruído sobre o uso e movimento dos leopardos no espaço do ecossistema da Grande Gorongosa. A Tara vai montar câmaras remotas de detecção de movimento e dispositivos de gravação acústica no Parque Nacional da Gorongosa e numa concessão vizinha onde a equipa do Parque documentou leopardos no ano passado.
 
A Tara espera usar os modelos de ocupação da última geração para incorporar estímulos biofísicos e sensoriais e assim determinar quais os factores que podem estar a facilitar ou a impedir a dispersão dos leopardos nas fronteiras da Gorongosa. O seu projecto visa, em última análise, avaliar a funcionalidade das terras na paisagem maior da Gorongosa-Marromeu e identificar corredores cruciais para os leopardos.
 
O Projecto da Gorongosa integra a conservação e o desenvolvimento humano com a compreensão de que um ecossistema saudável beneficiará os seres humanos, que por sua vez serão motivados a apoiar os objectivos do Parque da Gorongosa.
Tara está baseada no Laboratório de Biodiversidade E.O.Wilson no coração do Parque Nacional da Gorongosa. A investigação científica é também parte integrante do esforço de restauração a longo prazo da Gorongosa, uma vez que uma compreensão profunda do ecossistema da Gorongosa ajudará os gestores do Parque a tomarem decisões de conservação mais informadas. O Laboratório de Biodiversidade E.O.Wilson, inaugurado em Março de 2014, posicionou a Gorongosa para se tornar um centro de investigação de primeira linha na África Austral. O laboratório já atraiu atenção regional, nacional e internacional. Cientistas de mais de 30 instituições Moçambicanas e internacionais, como as universidades Eduardo Mondlane e Lúrio em Moçambique, a Universidade de Coimbra em Portugal e as universidades de Harvard e Princeton nos EUA, têm realizado investigações no Parque.
 
Um dos papéis mais críticos do laboratório é proporcionar formação para a próxima geração de cientistas moçambicanos no Parque, e também enviá-los para universidades para cursos avançados. Vários alunos, recebendo assistência financeira total ou parcial do laboratório, já começaram a estudar para futuras carreiras como veterinários, ecologistas e técnicos de laboratório nas universidades.

 

Categoria: 
Science