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Parque Nacional da Gorongosa e o Millennium bim estabelecem parceria

23 Agosto, 2018

O Parque Nacional da Gorongosa (PNG) e o Millennium bim assinaram ontem, na cidade de Maputo, um acordo de parceria, no âmbito do Clube Empresarial da Gorongosa, criado há 3 anos. 

O Parque Nacional da Gorongosa (PNG) e o Millennium bim assinaram ontem, na cidade de Maputo, um acordo de parceria, no âmbito do Clube Empresarial da Gorongosa, criado há 3 anos. O Clube é uma iniciativa do Parque que tem estado, desde a sua criação, a encorajar e envolver a comunidade empresarial moçambicana (ou a operar em Moçambique) no nobre esforço de restaurar um dos Parques mais emblemáticos em África e no mundo. O Millennium bim assumiu, assim, com esta adesão ao Clube, o compromisso de honrar este acordo nos próximos 5 anos sendo o foco principal apoiar o PNG no Programa de Educação “Clubes de Raparigas”. O clube empresarial da Gorongosa conta já com 24 membros institucionais.

 

No âmbito da assinatura deste acordo de parceria, José Reino da Costa, Presidente da Comissão Executiva do Millennium BIM, afirmou “O Millennium bim tem vindo a apoiar o Parque Nacional da Gorongosa, ao longo dos anos, através de um trabalho continuado no terreno, como é exemplo a construção da Escola Primária de Nhancuco no Parque, em 2008, que permitiu que 500 alunos frequentassem um estabelecimento de ensino, bem como a oferta, em 2011, de material escolar e livros a todos os seus alunos, contribuindo desta forma para a melhoria das condições de aprendizagem dessas crianças. 

 

Por outro lado, o Millennium bim atento aos problemas ambientais, como a diminuição e extinção de algumas espécies animais, pretende através destes programas de educação sensibilizar os mais novos para a importância da conservação da biodiversidade.

 

O Parque Nacional da Gorongosa é actualmente um dos locais com maior biodiversidade do Planeta, onde estão a ser desenvolvidos diversos projectos que pretendem restaurar o ecossistema, apoiar as comunidades locais no seu desenvolvimento socioeconómico e criar, de forma sustentável, uma indústria turística.

 

Com a presente parceria o Millennium bim apoiará o desenvolvimento de um projecto reconhecido como um exemplo emblemático na conservação da natureza e na criação de oportunidades para as populações locais”.

 

 

Mateus Mutemba, do Parque Nacional da Gorongosa e José Reino da Costa, do Millennium bim, com a placa do Clube Empresarial da Gorongosa

 

No decorrer do acto, o Administrador do PNG, Mateus Mutemba, comentou: “Felicito e agradeço ao Millenium bim pela sua decisão de juntar-se ao Clube Empresarial da Gorongosa e pela escolha que fez de apoiar uma área que aborda o desenvolvimento do capital humano, uma das prioridades do Governo de Moçambique, expressa no PQG 2015-19: aumentar a participação da rapariga na escola e reduzir casamentos prematuros. No PNG traduzimos esta visão estratégica no programa de educação das raparigas, um programa extra-curricular que envolve actualmente 17 escolas e 239 raparigas da zona tampão do Parque.

 

Nos “Clubes de Raparigas”, as adolescentes podem concentrar-se na leitura, no estudo de ciências naturais (ir em visitas de estudo ao Parque da Gorongosa), participar em actividades recreativas (incluindo a prática do desporto), aprender sobre segurança pessoal, saúde, nutrição e planeamento familiar. As raparigas terão também contacto com histórias de vida de mulheres bem sucedidas através de livros, filmes e histórias e irão conhecer pessoalmente algumas delas”.

 

Sobre o Millennium bim

Maior grupo financeiro moçambicano, tem marcado o ritmo de crescimento do  sector bancário. No processo de bancarização da economia moçambicana, o Banco está presente em todas as províncias do país e conta hoje com uma vasta rede de balcões, uma das maiores redes de ATM e POS, e com o contributo dos seus 2.500 colaboradores que servem mais de 1,6 milhões de clientes. O Millennium bim é o primeiro Banco moçambicano presente no ranking dos 100 maiores Bancos de África, ocupando a 56.ª posição.

 

Sobre o “Mais Moçambique pra Mim”

A fim de potenciar o seu papel no domínio da acção social, o Millennium bim criou em 2006 o programa de responsabilidade social “Mais Moçambique pra Mim”, tendo como principais objectivos:

- levar a cabo um projecto que sirva de exemplo para a sociedade civil pelo seu mérito, utilidade e relevância social;

- cativar, atrair e envolver todos os parceiros que se revejam no projecto;

- valorizar a vida e estimular nos moçambicanos a capacidade de sonhar, de se  superar e de realizar os seus sonhos.

 

Sobre o “Programa de Educação “Clubes de Raparigas”

As meninas são desproporcionalmente afectadas pela pobreza. Esta nova iniciativa do PNG aborda a educação das raparigas, a sua segurança pessoal, a nutrição e o acesso a planeamento familiar. Quarenta por cento (40%) das mulheres moçambicanas adolescentes entre 15 e 19 anos já são mães. (Esta é uma média nacional e é significativamente maior nas áreas rurais.) 1/3 deste grupo engravida antes dos 15 anos. As meninas e as mulheres jovens constituem 71 por cento das novas infecções pelo HIV entre os adolescentes da África Subsariana.

 

Cerca de 70% das mulheres moçambicanas são analfabetas. As mulheres analfabetas têm poucas oportunidades de emprego fora de casa. Este número sobe para 81% nas áreas rurais ao redor do Parque da Gorongosa.)

 

A capacitação de raparigas adolescentes e mulheres jovens para proteger a sua saúde e bem-estar é fundamental para alcançar o mundo que queremos, e para o cumprimento dos Objectivos Globais para acabar com a pobreza extrema, que 192 nações adoptaram no ano passado.

 

As mulheres jovens e as raparigas enfrentam barreiras únicas, tanto sociais como estruturais. Estas incluem a falta de educação básica, a discriminação e a violência baseada no género que as deixam especialmente vulneráveis ao HIV-SIDA. Mas podemos mudar esta situação. E devemos, porque cada rapariga merece uma vida saudável em que esteja habilitada a atingir o seu potencial.

 

Antes do Nível 7 (muitas vezes no Nível 5), muitas famílias retiram as suas filhas da escola para as casar com um homem mais velho (que pode já ter várias esposas). Pouco depois elas poderão engravidar; e/ou podem tornar-se HIV+.

 

No entanto, as raparigas que ficam na escola (e têm acesso às oportunidades proporcionadas pela educação) podem evitar esse destino. (As mulheres adolescentes que acabam a sua educação na escola primária têm 64% mais probabilidade de engravidar, em comparação com as da mesma faixa etária que continuam a estudar.) Os “Clubes de Raparigas” fazem encontros todos os dias, em horário pós-escolar, durante várias horas. (A escola muitas vezes termina ao meio-dia e por isso toda a tarde está disponível.)

 

Nos “Clubes de Raparigas”, as adolescentes podem concentrar-se na leitura, no estudo de ciências naturais (ir em visitas de estudo ao Parque da Gorongosa), participar em actividades recreativas, aprender sobre segurança pessoal, saúde, nutrição e planeamento familiar. As raparigas vão ouvir falar sobre mulheres bem sucedidas através de livros, filmes e histórias e irão conhecer pessoalmente algumas delas. Irão ter estágios de curta duração em centros de saúde e empresas locais para desenvolver a sua autoconfiança e para demonstrar à comunidade como um todo que as raparigas e as mulheres podem contribuir para a sociedade.

 

As raparigas mais velhas assumirão papéis de liderança rotativa dentro do Clube – organizando eventos, elaborando relatórios de presenças e actividades tornando-se elas próprias em exemplos para as restantes. Se uma rapariga deixar de frequentar a escola, as chefes do Clube irão visitar a sua casa para recolher informações. Se os pais resistirem em enviar a sua filha de volta à escola, as chefes do Clube reportarão a situação aos líderes comunitários (muitas vezes um grupo de mães que se encontram num “Clube de Mulheres” que apoia o “Clube de Raparigas”), e que pode interceder.

 

Os “Clubes de Raparigas” são liderados por duas “Voluntárias de Serviços da Gorongosa” moçambicanas que tenham concluído o ensino médio e que se estejam a preparar-se para a faculdade. Elas recebem uma bolsa e devem também concentrar-se no seu próprio crescimento pessoal durante um ou dois anos de serviço (existirão tutores que, no Parque, lhes irão proporcionar cursos de matemática, ciências e língua).

 

 

Categoria: 
Park News