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Tyler Coverdale

Tyler Coverdale

Estudante de Doutoramento, Universidade de Princeton

 

Eu cresci perto de Cleveland, Ohio, mas passei a maior parte dos meus verões em Estes Park, Colorado, fazendo caminhadas, acampando e pescando no Rocky Mountain National Park. Durante essas viagens, percebi que eu me sentia mais feliz ao passar o tempo ao ar livre, interagindo e tentando entender natureza. Ingressei na Universidade de Brown, onde me formei em Biologia e estudei os efeitos da pesca excessiva nas salinas de Cape Cod. Em 2010 inscrevi-me para trabalhar com o Dr. Mark Bertness em questões de ecologia costeira e conservação ao redor do mundo antes de me juntar ao laboratório do Dr. Robert Pringle na Universidade de Princeton, em 2013, como estudante de doutoramento .

 

Rob “convenceu-me” sobre a Gorongosa assim que eu o conheci. Fiquei fascinado com a ideia de um parque que tinha passado por tanta coisa e estava a tentar reconstruir-se sobre uma base de ciência, de envolvimento comunitário e de divulgação. É raro poder trabalhar num lugar onde até mesmo os resultados mais básicos podem ser aplicados imediatamente para uma conservação significativa. Acho que isso foi o que me fez ficar realmente “viciado”. Visitei pela primeira vez Gorongosa em Agosto de 2013 e fiquei impressionado com a diversidade de oportunidades para jovens cientistas e o entusiasmo dos funcionários e cientistas do Parque.

 

Os meus interesses de investigação são amplos - estou entusiasmado com a oportunidade de aprofundar a nossa compreensão dos conceitos básicos de ecologia e ao mesmo tempo contribuir para a conservação e o desenvolvimento de um dos mais belos parques nacionais do mundo. No ano passado eu trabalhei com os Drs. Tyler Kartzinel e Josh Daskin, ambos do Laboratório de Pringle, num novo levantamento do trabalho clássico de Kenneth Tinley sobre a planície de inundação do Urema. O nosso objectivo era determinar como a vegetação da planície pode ter mudado como resultado do declínio de grandes mamíferos e o que isso pode significar para o parque, uma vez que protege e está a reintroduzir grandes herbívoros. Também estou interessado nos efeitos dos maiores herbívoros, os elefantes, na vegetação lenhosa. Especificamente, eu estou interessado em saber como os elefantes impactam o capim e outras gramíneas, com o seu derrube de árvores e a criação de barreiras arbóreas contra outros herbívoros.

 

Há duas coisas que fazem com que a Gorongosa seja especial para mim. A primeira é a beleza inacreditável do local. Como alguém que cresceu sabendo que a natureza seria uma parte integrante da minha vida, eu dificilmente poderia imaginar um lugar tão diverso e belo como Gorongosa. Não há nenhuma parte do Parque que não nos atraia e force a olhar uma segunda vez. Há tanta coisa que não entendemos sobre como funciona este ecossistema que é fascinante fazer parte do esforço científico para o entender.

 

A segunda é a oportunidade de fazer parte de uma equipe de classe mundial de cientistas e conservacionistas que estão todos tão apaixonados e entusiasmados como eu estou. Eu acho que este tipo de entusiasmo só é possível por sabermos que temos uma oportunidade única de fazer uma mudança significativa na vida das pessoas e animais que vivem e dependem do Parque. É um lugar incrível para jovens estudantes e cientistas e estou ansioso por voltar.