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Robert M. Pringle, PhD.

Robert M. Pringle, PhD.

Cientista-Investigador Principal

 

Eu cresci a apanhar cobras no meu quintal, na Carolina do Norte. Depois de me formar em Biologia e História Americana na Universidade da Pensilvânia, mudei-me para o Reino Unido, onde concluí dois cursos de mestrado na Universidade de Oxford - o primeiro em História Social Africana, o segundo em Ciência Ambiental. Esta formação ajudou-me a entender as relações complexas entre a história, a ciência, o poder e a cultura que definem tantos dos problemas da conservação em África. Em seguida, mudei-me para a Califórnia, onde me doutorei em Biologia, na Universidade de Stanford, em 2009. A minha pesquisa de doutoramento focou-se em dois grupos de animais importantes em savanas africanas – térmitas e mamíferos herbívoros de grande porte - e como eles produzem padrões de diversidade e abundância. Tenho vindo a continuar esta pesquisa, primeiro como Investigador Junior na Universidade de Harvard e, actualmente, como professor assistente de Ecologia & Biologia Evolutiva no Departamento da Universidade de Princeton.

 

Em Dezembro de 2009, li o artigo de Philip Gourevitch sobre a Gorongosa, na revista New Yorker. Intrigado, comecei a corresponder-me com Greg Carr, que me convidou a visitar o Parque em Julho de 2010. Fiquei comovido e inspirado pelo que eu vi, e mais tarde no mesmo ano, aceitei com entusiasmo o convite para integrar o Conselho de Administração do Projecto de Restauração da Gorongosa, na qualidade de consultor científico.

 

Além de ser membro do Conselho de Administração do PRG, tenho vindo a trabalhar com o Director de Serviços Científicos, Marc Stalmans, no desenvolvimento de uma estação de campo científico de nível internacional, na Gorongosa. Além disso, juntamente com os membros do meu laboratório na Universidade de Princeton, estou a encetar um esforço de pesquisa para compreender melhor a ecologia do Parque. Na Gorongosa, vejo a oportunidade de ultrapassar as fronteiras da ciência básica ao responder a perguntas aplicadas que são centrais para a gestão de plantas e das comunidades animais do Parque. Responder a questões conceptuais fundamentais e fazer a diferença no processo, isso para mim é que é o Santo Graal da ecologia.

 

Desde o início do meu envolvimento, tenho vindo a ficar impressionado com a grande visão e ambição da equipa do Parque Nacional da Gorongosa, pelo espaço enorme para a conservação da biodiversidade, bem como pelo compromisso profundo do Parque no seu envolvimento com a comunidade e numa conservação socialmente responsável. Como cientista, não consigo  deixar de maravilhar-me com as oportunidades únicas de realização de pesquisa biológica inovadora. O Parque Nacional da Gorongosa representa uma experiência natural conduzida a uma escala sem precedentes. Ajudado por um estudo surpreendentemente abrangente do ecossistema da Gorongosa, por Ken Tinley nos anos 1960 e 70, que apresenta um quadro histórico do Parque, temos o potencial para entender as dinâmicas ecológicas associadas à recuperação de uma fauna de mamíferos de grande porte - conhecimento este que nos vai ajudar a desenvolver um quadro para entender e prever as trajetórias de outros ecossistemas por toda a Africa Sub-Saariana e além desta.

 

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