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Serra da Gorongosa

"Milhares de pessoas demasiado civilizadas, cansadas e com os nervos em franja, estão a começar a descobrir que ir para a montanha é como ir para casa; que a natureza selvagem é uma necessidade; e que as reservas e parques de montanha são úteis não somente como fontes de madeira e de rios de irrigação, mas também como fontes de vida." - John Muir

Nas planícies em redor do Lago Urema, em dias de céu limpo, se olhar para oeste, poderá deliciar-se com a silhueta da magnífica Serra da Gorongosa. Esta, uma estrutura isolada de granito maciço, eleva-se na Zona Interior, atingindo o seu pico mais alto, o Gogogo, a altitude de 1.863 m.

 

A serra imponente capta a humidade do Oceano Índico e do que parece ser o poder e a magia de quatro grandes rios: Nhandare, Chitunga, Muera e, o mais importante, Vunduzi. Estes rios fornecem água para a Gorongosa e para todas as comunidades do entorno da serra. Sem eles, a vida nesta parte de África nunca teria florescido da maneira como o faz agora. Os rios correm montanha abaixo por ravinas profundas e cobertas de floresta. Algumas formam quedas de água espectaculares nas encostas da serra, sendo a maior a cascata de Murombodzi, com mais de 100 m de altura. Uma série de cascatas menores são formadas pelas águas do Rio Vunduzi, que flui para leste, em direcção ao Lago Urema.

 

Quando vista do espaço, a Serra da Gorongosa é uma formação mais ou menos oval. As suas encostas leste e sul recebem uma grande quantidade de humidade advinda do Oceano Índico. Estas encostas são, portanto, mais húmidas do que as do norte e oeste. As encostas da Serra da Gorongosa são geralmente suaves e fáceis de escalar. Os únicos penhascos afiados e quase verticais na montanha estão no canto noroeste da serra, criando o cenário perfeito para nidificação de aves de rapina e abutres.