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As Florestas da Gorongosa

"O que é único na grande região da Gorongosa é que ela contém cinco das nove grandes regiões biológicas de África. Há uma floresta tropical na Serra da Gorongosa (1.863 m) que está listada por biólogos como tendo a mais elevada categoria de urgência de conservação, e no Parque em si há florestas abertas e savanas imensas. " – Travel and Tourism News

A diversidade da Gorongosa fica imediatamente aparente à medida que passar por um mosaico de florestas que compõem a paisagem como uma colcha de retalhos. A mais espectacular é a floresta húmida, de um verde luxuriante, da Serra da Gorongosa, que encontrará na caminhada de subida das encostas da serra. Igualmente impressionante são as altas, e verdes florestas perenes que cresceram ao longo dos rios que mergulham através dos profundos desfiladeiros calcários na parte leste do Parque.

 

Quando circular através do Parque durante um safari, a floresta mais comum que vai encontrar é a floresta de miombo. Embora tecnicamente o miombo seja um tipo de savana, muitas vezes transforma-se em densas e cerradas florestas. O seu nome vem do nome Swahili para a sua árvore mais comum, a Brachystegia de folhas pequenas. As florestas de miombo desenvolvem-se mesmo em solos pobres e são um habitat importante para muitos dos animais da Gorongosa.

 

Se estiver a circular pelas florestas da Gorongosa e de repente se vir rodeado por uma tonalidade amarela, pare para apreciar a vista, porque se encontra em uma das densas manchas de acácias amarelas do Parque. Estas bonitas árvores têm uma casca de pó amarelo que cobre os seus troncos. O nome da árvore em Inglês (“yellow fever”) é derivado de uma antiga crença de que esta planta causava a malária. Agora, é claro, é sabido que a malária é uma doença transmitida por certas espécies de mosquitos, e que as árvores são inteiramente inocentes. Na verdade, as suas raízes e casca do caule depois de trituradas são usadas como um medicamento anti-malária. As folhas das acácias amarelas são também um lanche favorito para os elefantes que, por vezes, arrancam as árvores para poderem chegar aos ramos mais altos e mais tenros.

"A floresta de acácias amarelas – com a sua casca amarelo-limão brilhando de  forma espectral - certamente é surreal o suficiente para provocar delírios, embora o Dr. Livingstone, que lhes deu este nome, estivesse errado ao pensar que eram elas a causa da sua doença." - Sydney Morning Herald

Quando se aproximar da planície em torno do Lago Urema, irá encontrar uma das florestas de palmeiras espalhadas ao longo das bordas das planícies. Estas florestas de palmeiras são outro importante habitat para muitos dos antílopes da Gorongosa e outros animais de grande porte.

 

Olhe atentamente para a vasta planície aluvial, praticamente sem árvores e poderá ver dois tipos de florestas. A floresta ribeirinha é uma floresta húmida e cheia de sombra, que se encontra ao longo dos rios e é o lar de muitos e diferentes aves, répteis e insectos. Uma das maiores manchas de floresta ribeirinha encontra-se ao longo do rio Pungué perto de Chitengo, e é um excelente local para a observação de aves. O segundo tipo de floresta é encontrada nas áreas secas da planície aluvial. Esta floresta seca só é encontrado em lugares onde chove menos de 1.000 milímetros em cada ano, e a maioria das árvores de florestas secas perdem as folhas durante a estação seca.

 

No lado oposto da planície aluvial, na parte norte e oeste do chão do vale da Gorongosa irá encontrará a floresta de Mopane. As folhas das árvores Mopane, têm a forma de uma pegada de antílope, e são um alimento importante para os elefantes e para outros herbívoros.