Está aqui

As pastagens da Gorongosa

"O verdadeiro tesouro de Moçambique fica no interior - nas florestas da Serra da Gorongosa e nas planícies repletas de vida do Parque Nacional da Gorongosa." – Go! Magazine

Nenhuma das muitas comunidades de plantas de Gorongosa é mais importante do que as pastagens. Cerca de 90 espécies de gramíneas foram encontradas no Parque, e as pastagens representam quase 20% da área do Parque.

 

As grandes pastagens abertas da Gorongosa dependem da ocorrência de fogos naturais e da intensa actividade de pastoreio dos herbívoros. Se não for permitido ao fogo alastrar ocasionalmente através destes ambientes abertos, ou se o pastoreio por animais diminuir drasticamente, as pastagens rapidamente ficarão sufocadas pela invasão de arbustos e de vegetação lenhosa, privando muitos dos herbívoros da Gorongosa de áreas de alimentação primárias. Os fogos são uma parte natural do ecossistema da Gorongosa, e os seres humanos têm usado o fogo na região durante mais de 150.000 anos. Os fogos libertam nutrientes e removem as gramíneas secas e velhas de cima do solo, permitindo que as novas cresçam das raízes, quando as chuvas chegarem. Estas áreas de novo crescimento são de um verde exuberante fornecem áreas primárias de alimentação a muitos dos herbívoros da Gorongosa, incluindo inhacosos, bois-cavalos (gnus) e búfalos.

 

Essas gramíneas não apenas fornecem o alimento para muitos animais, mas também protegem os solos da Gorongosa da erosão e ajudam a manter a humidade, dando a outros organismos as condições para se desenvolverem. Aglomerados de capim abrandam o escoamento das águas da chuva que, noutras circunstâncias correriam pela superfície fora, deixando a água embeber-se no solo e assim dar vida às raízes das plantas e aos pequenos animais subterrâneos.