Duas mulheres inspiradoras ajudam as mulheres grávidas

6 Março, 2013

Cristina Albino e Salete Vicente vivem na remota comunidade de Mussicadzi 2 e como ambas são mães, sabem bem o que é ter de andar longas distâncias até uma clínica de saúde distante, ou ter de dar à luz em casa, na sua machamba. As duas mulheres têm muito em comum: ambas são mães de sete filhos e ambas têm dedicado as suas vidas a uma missão muito importante - a garantia de que todas as mães grávidas em suas comunidades recebem os cuidados de saúde de que necessitam.

 

Cristina e Salete são parteiras tradicionais (TBAs), mas nas suas comunidades, elas são referidos como matronas, ou "ajudantes de mães". Elas foram formadas para serem parteiras tradicionais como parte do programa Eco-Saúde da Gorongosa, o qual foi tornado possível graças ao apoio da USAID em Moçambique. O seu trabalho envolve a educação das mães grávidas sobre a importância de dar à luz os seus bebés em clínicas de saúde; trabalham com as comunidades e as clínicas para vacinar crianças; educam as famílias sobre a higiene para melhorar a saúde e ajudam as mães grávidas a viajar para uma clínica de saúde para o parto.

 

Essas duas mulheres têm um trabalho difícil, devido à forma como estão espalhadas as famílias desta comunidade grande e remota. Convencer as grávidas sobre os benefícios de viajar para uma clínica de saúde que está muito longe é outro desafio, especialmente com as poucas opções de transporte nesta pobre comunidade. Elas acompanharam algumas mulheres para a clínica de saúde mais próxima, que está localizada a 30 quilómetros de distância. Aqui, uma futura mãe pode ficar numa "Casa Mãe Espera". Outra ONG local, Comusanas, trabalhou para construir essas estruturas em cada posto de saúde no distrito de Gorongosa. Como as grávidas não têm a certeza de quando o trabalho de parto irá começar elas são encorajadas a viajar para este local com alguma antecedência. Os nossos dados mostram que elas passam ali uma média de 9 dias.

Foto: A “Casa Mãe Espera" na comunidade de Vinho

 

Apesar das difíceis condições em que trabalham, estas duas mulheres mantém-se  positivas, e dizem:

"Nós aceitamos este desafio e temos orgulho em servir a nossa comunidade, mas acreditamos que com o tempo as pessoas vão ter uma atitude diferente e vão existir mudanças."

 

Por Jackson Lucas e Pinho Murive 

 

Categoria: 
Diários da Selva